A Justiça do Rio de Janeiro decidiu que no dia 23 de outubro alguns bens do senador Romário (PL-RJ) vão a leilão. Somados, os lances iniciais superam R$ 10 milhões. São eles:
- Uma mansão localizada em um condomínio na Barra da Tijuca, avaliada em R$ 9 milhões;
- Um carro Porsche, avaliado em R$ 267 mil;
- Um carro Audi, avaliado em R$ 391 mil;
- Um carro Peugeot, avaliado em R$ 53 mil;
- Uma lancha avaliada em R$ 1,1 milhão.
Romário foi cobrado há mais de 20 anos sobre uma quebra de contrato com uma empresa que prestava serviço à boate Café do Gol, da qual Romário, à época, era sócio. Agora, o objetivo é quitar a dívida.
O parlamentar é acusado de registrar bens de familiares para impedir que fossem vendidos para quitar dívidas. Em 2021, a Justiça do Rio havia autorizado o leilão desses bens, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu a medida.
Em setembro deste ano, ele foi condenado em outro processo pela Justiça carioca, que considerou que a transferência de bens teve objetivo de “esconder o patrimônio e frustrar a eficácia da execução”.
Em nota, a defesa de Romário disse:
“A recente decisão do TJRJ, no processo movido pela empresa Koncretize, ainda aguarda apreciação de recurso. O senador mantém plena confiança no trabalho de sua equipe jurídica e acredita que os fundamentos apresentados serão suficientes para afastar qualquer possibilidade de leilão.
Cabe destacar que o processo em questão foi iniciado há mais de 20 anos, marcado por cobranças absolutamente desproporcionais e exorbitantes. A defesa de Romário seguirá atuando para que prevaleçam a razoabilidade e a justiça, confiando na reversão desse cenário”.
*Com informações de Metrópoles