Celso Sabino afirma que “nem partido vai afastá-lo do povo” e garante apoio a Lula

Redação Portal Norte

O ministro do Turismo, Celso Sabino, que já entregou carta de demissão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta quinta-feira (2) de um evento em Belém (PA) ao lado do chefe do Executivo.

Durante a cerimônia, Sabino afirmou que seguirá apoiando Lula “onde quer que esteja” e que “nem partido político” será capaz de afastá-lo da população.

A saída de Sabino do governo foi determinada por exigência do União Brasil, partido ao qual é filiado. A legenda decidiu se afastar politicamente da base de Lula já mirando a disputa eleitoral de 2026.

O ministro recebeu um ultimato: entregar o cargo ou correr o risco de ser expulso da sigla.

Diante da pressão, Sabino entregou sua carta de demissão, mas segue no comando do Turismo enquanto a exoneração não é oficializada pelo presidente. A saída só terá efeito após publicação no Diário Oficial da União.

COP 30 e apoio a Lula

No evento em Belém, que marcou a entrega de obras preparatórias para a COP 30 — conferência da ONU sobre mudanças climáticas que terá sede na capital paraense em 2025 —, Sabino fez um discurso de agradecimento e reafirmou sua aliança política com Lula.

“Nada, nem partido político, nem um cargo, nem ambição pessoal, vai me afastar desse povo que eu amo e do estado do Pará, presidente. Conte comigo onde quer que eu esteja, para lhe apoiar, para segurar na sua mão, porque reconheço seu trabalho e sei de tudo que você fez pelo Brasil e pelo estado do Pará”, declarou o ministro.

Futuro incerto

Segundo a assessoria do Ministério do Turismo, Celso Sabino ainda deve acompanhar Lula em compromissos desta sexta-feira (3), em Belém.

Ele já havia declarado anteriormente que desejaria permanecer no cargo até a COP 30, em novembro, mas ressaltou que respeitaria a decisão de seu partido.

Entre aliados, existe a expectativa de que a viagem sirva para que Lula e Sabino definam os próximos passos, seja a data oficial da exoneração, seja até mesmo uma prorrogação de sua permanência no governo.

Caso o ministro descumpra a determinação do União Brasil e insista em permanecer na pasta, o partido poderá abrir um processo disciplinar que pode culminar na sua expulsão da legenda.