O aumento de casos de intoxicação por metanol em bebidas alcoólicas levou ao público a se questionar: quais devemos tomar cuidado? A substância, altamente tóxica, tem causado internações e mortes, principalmente em destilados adulterados.
A adulteração normalmente acontece antes da venda, e marcas renomadas podem ser pirateadas. Estabelecimentos comerciais podem ser vítimas sem perceber, revendo os produtos adquiridos.
Metanol: quais bebidas estão na mira das investigações
Casos recentes em São Paulo somam 36 suspeitos de intoxicação, com 10 confirmados e 5 mortes em investigação, tirando uma, que já foi confirmada.
Segundo apuração das autoridades, as bebidas mais afetadas são vodcas, gins e whiskies. Muitos bares e adegas adquiriram esses produtos de distribuidores informais sem nota fiscal, sem saber que estavam adulterados com metanol.
Entre os casos recentes, destaca-se o Bar Ministrão, em São Paulo, interditado após fiscalização detectar compra de bebidas de origem duvidosa.
Em outro episódio, jovens que consumiram gin adulterado em adega na Cidade Dutra precisaram ser hospitalizados, mesmo que as garrafas estivessem lacradas e sem sinais visíveis de adulteração.
Sintomas da intoxicação por metanol
O consumo de bebidas adulteradas pode causar dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, visão turva e acidose metabólica, colocando a saúde em risco imediato.
Como se proteger de bebidas adulteradas
- Evite comprar produtos de vendedores informais ou sem nota fiscal.
- Confira sempre o lacre e o rótulo da garrafa.
- Desconfie de preços muito abaixo do mercado.
- Prefira bares e adegas confiáveis, com procedência garantida.