Servidores da saúde no Acre protestam na Câmara de vereadores e cobram atualização do piso salarial

Redação Portal Norte

Na manhã desta quarta-feira, 1º de outubro, servidores da saúde municipal de Rio Branco realizaram uma manifestação em frente à Câmara Municipal, exigindo o cumprimento do reajuste do piso salarial nacional das categorias de agentes comunitários, de endemias e de zoonoses.

O ato foi organizado pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Rio Branco (Assemurb) e contou com a participação de dezenas de trabalhadores.

A principal reivindicação do grupo é a atualização dos valores financeiros conforme estabelece a Emenda Constitucional nº 120, que vincula o piso dessas categorias a dois salários mínimos, com reajuste automático sempre que houver mudança no valor do mínimo nacional.

O novo custo, aprovado pelo Governo Federal em janeiro de 2025, já teria sido repassado aos cofres da prefeitura, segundo os organizadores do movimento.

De acordo com José Augusto, presidente da Assemurb, o recurso federal está disponível desde o dia 11 de janeiro, mas até agora a gestão municipal não enviou à Câmara o Projeto de Lei necessário para efetivar o pagamento.

“A prefeitura vem empurrando com promessas desde maio. Já falaram em junho, agosto, mas nada aconteceu. O recurso está na conta e os profissionais seguem sem o reajuste. A paciência da categoria chegou ao limite”, declarou.

Vereadores se comprometem a intermediar solução com a prefeitura

Ainda nesta manhã, os trabalhadores foram recebidos por vereadores da capital, que se comprometeram a intermediar um diálogo com o Executivo.

A presidencia da Câmara informou que os parlamentares se reuniriam com os secretários municipais de Articulação Política e de Finanças, com o objetivo de buscar uma solução e garantir o envio do projeto de lei necessário para efetivar o pagamento.

José Augusto, criticou a demora da gestão em aplicar o reajuste, mesmo após diversas tentativas de negociação. A categoria avalia intensificar o movimento, caso não haja avanço nas tratativas com o Executivo.

De acordo com ele, pelo menos 1.050 trabalhadores, sendo cerca de 600 agentes de saúde, 400 de endemias e 23 de zoonoses aguardando a valorização da classe.