Santa Rosa do Purus no Acre aparece entre as cidades com o pior desenvolvimento do Brasil

Redação Portal Norte

O novo levantamento do Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) de 2025 trouxe dados preocupantes para Santa Rosa do Purus, no Acre.

O município aparece entre os dez piores do Brasil em condições de desenvolvimento, com índice de apenas 0,1806.

Localizada na região de fronteira, a cidade enfrenta grandes dificuldades em áreas essenciais como saúde, educação e geração de renda.

A baixa pontuação reflete a realidade de um município que sofre com o isolamento geográfico e a falta de infraestrutura básica.

O acesso limitado por via terrestre e a dependência de transporte fluvial ou aéreo encarecem serviços e limitam as oportunidades econômicas.

Essa condição afeta diretamente a chegada de profissionais de saúde, professores e investimentos capazes de diversificar a economia local.

Outros municípios no norte aparecem no Índice

O levantamento mostra que Santa Rosa do Purus não está sozinha nesse cenário. Municípios como Ipixuna e Jutaí, no Amazonas, e Uiramutã, em Roraima, também figuram entre os piores colocados, com índices inferiores a 0,2.

O quadro demonstra que o isolamento geográfico, comum nessas localidades, é um fator que intensifica os problemas de acesso a serviços básicos, agravando a vulnerabilidade da população.

No Maranhão, Jenipapo dos Vieiras e Fernando Falcão foram citados entre os dez últimos colocados, reforçando que a precariedade não se limita apenas à Amazônia, mas também a outras regiões do país.

O Pará, por sua vez, lidera em número de cidades mal avaliadas, com seis municípios presentes na lista, entre eles Oeiras do Pará, Limoeiro do Ajuru, Melgaço e Curralinho. Essa concentração mostra que os desafios são profundos e estruturais.

Enquanto a média nacional ficou em 0,6067, a maioria desses municípios não ultrapassou 0,25. Isso significa que grande parte da população dessas cidades vive em situação classificada como de “desenvolvimento crítico”.

Nessas localidades, a falta de médicos, professores qualificados e empregos formais é uma realidade constante, afetando diretamente a qualidade de vida dos moradores e ampliando as desigualdades regionais.

O resultado do IFDM reforça a urgência de políticas públicas direcionadas para municípios de difícil acesso, como Santa Rosa do Purus.

Investimentos em infraestrutura, saúde e educação são apontados como medidas fundamentais para mudar esse quadro. Sem essas ações, a cidade tende a permanecer entre as mais vulneráveis do Brasil, refletindo um ciclo de desigualdade que atinge milhares de famílias acreanas.