O vereador Hudson Nayron (PSD), investigado por suspeita de estupro de uma grávida e duas adolescentes, tentou abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar o Conselho Tutelar de Normandia, responsável por denunciar os casos à polícia.
A proposta foi protocolada em 9 de setembro, com Hudson atuando como relator. Ele alegava que conselheiros teriam omitido informações, perdido documentos e usado recursos do órgão de forma inadequada.
Durante a sessão, Hudson disse possuir provas e testemunhas, mas a tentativa gerou discussão com os conselheiros presentes.
Recuo e cancelamento da CPI
O requerimento inicial tinha o apoio de cinco vereadores, mas no dia seguinte todos retiraram as assinaturas, cancelando automaticamente a comissão.
O presidente da Câmara, Fernando Bolacha (PP), explicou que a decisão foi formalizada no Diário Oficial de Normandia em 15 de setembro.
Alguns vereadores chegaram a detalhar o motivo da retirada. Aldenes do Gas (Republicanos), por sua vez, disse que assinou inicialmente por apoio ao debate, mas mudou de ideia após analisar os fatos.
Enquanto isso, Nathãn Oliveira (PSD) afirmou que o clima tenso tornava a CPI ilegítima diante das acusações cruzadas entre vereador e conselheiros.
Reação do Conselho Tutelar
O conselheiro Gerfson Glaubert avaliou que a iniciativa de Hudson tinha o objetivo de desviar a atenção das denúncias criminais.
Contudo, o Conselho Tutelar e o vereador não se manifestaram até o momento, e o CMDCA confirmou que não recebeu relatos formais de irregularidades no órgão.