Filha de idoso morto após negar vender fiado no Amazonas desabafa após soltura do suspeito: ‘não consigo fazer nada’

Redação Portal Norte

O assassinato do idoso Miguel Soares de Souza, de 65 anos, dentro de um bar no município de Presidente Figueiredo, no Amazonas, segue gerando comoção e revolta.

O dono de bar foi morto a facadas por Erivelton Costa Chagas, 37, após se recusar a vender bebidas fiado.

O caso ganhou novo desdobramento após a audiência de custódia, quando a Justiça decidiu soltar o suspeito. Familiares de Miguel não se conformam com a decisão e pedem que o crime seja revisto com rigor.

Crime brutal contra idoso no Amazonas foi flagrado por câmeras

Imagens de segurança mostram o momento em que Erivelton, embriagado, saca uma faca e ataca o idoso próximo a uma mesa de sinuca. Miguel ainda tenta se defender, mas é atingido diversas vezes e cai no chão.

O comerciante morreu antes da chegada do socorro. O corpo foi removido pelo Instituto Médico Legal (IML). O suspeito chegou a se apresentar à polícia, confessou o crime e alegou que se sentiu “humilhado” pela vítima.

Filha faz apelo por justiça

Em entrevista, Jaqueline, filha de Miguel, disse viver um misto de dor e revolta. Segundo ela, o pai já havia ajudado o agressor várias vezes, mas sempre se recusava a vender mais bebida quando ele já estava embriagado.

“Meu pai construiu aquele bar só para trabalhar. Muitas vezes ele ajudava esse homem, mas quando via que ele já estava muito bêbado, não vendia mais. Isso gerava a fúria dele”, relatou emocionada.

Jaqueline também afirmou que o pai planejava se mudar para viver perto dela e já estava se desfazendo de bens em Presidente Figueiredo.

“É muito dolorido esperar meu pai e, no dia seguinte, receber a notícia de que ele foi morto por alguém que comia na mesa dele todos os dias”, lamentou.

Soltura do suspeito aumenta revolta da família

Durante a audiência de custódia, o agressor foi colocado em liberdade, decisão que gerou ainda mais indignação nos parentes da vítima.

“Se ele fez com meu pai, pode fazer com outra pessoa. Ele é agressivo. Isso não é justo”, disse Jaqueline, em apelo à Justiça.

A filha afirmou ainda que pretende levar o caso adiante para evitar que o crime fique impune. O processo segue em investigação e será acompanhado pela Justiça do Amazonas.