O inquérito que investiga o ex-ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida, conduzido pela Polícia Federal (PF), completou um ano sem solução definitiva.
A apuração envolve denúncias de assédio sexual e importunação atribuídas ao ex-integrante do governo Lula. Quando as acusações se tornaram públicas, em setembro do ano passado, Almeida foi demitido do cargo.
Uma apuração da CNN mostra que a demora no caso se deve após pedido da defesa do ex-ministro ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que todas as testemunhas do caso fossem interrogadas novamente.
O relator do caso, ministro André Mendonça, atendeu à solicitação e determinou que a PF ouvisse novamente os depoimentos, que estão em fase final e após essa etapa o inquérito chegará ao fim.
Ministra depôs
Em outubro, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, prestou depoimento à PF. Ela contou que as ações inapropriadas foram escalando até chegar à importunação sexual.
À época, em primeira fala pública após o escândalo, a ministra falou sobre as violências sofridas pelas mulheres e defendeu uma maior representatividade feminina em espaços de poder.
Franco disse que as mulheres não estão sozinhas e que, “apesar de tudo, a gente sempre vai seguir”.