O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) para ser líder da minoria na Câmara dos Deputados.
A ideia era que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) assumisse o lugar da deputada Caroline de Toni (PL-SC), em uma tentativa de salvar o mandato de Eduardo, que está nos Estados Unidos (EUA) desde o começo do ano.
No final de agosto, o parlamentar encaminhou um ofício ao presidente da Câmara pedindo autorização para exercer seu mandato fora do país.
Cassação de mandato
O Conselho de Ética da Câmara pautou para esta terça-feira (23), às 13h, a abertura de processo contra Eduardo por quebra de decoro. O Colegiado fará análise de uma ação apresentada pelo Partido dos Trabalhadores (PT), que pede a cassação do mandato dele.
Na representação, o partido afirma que “a imunidade parlamentar não é um salvo-conduto para a prática de atos atentatórios à ordem institucional, tampouco um manto protetor para discursos de incitação à ruptura democrática”.
Durante a reunião, será feito o sorteio da lista tríplice de nomes para escolha do relator do processo.
Mais um caso
Na mesma ocasião, o Conselho ouvirá as testemunhas de defesa do deputado Gilvan da Federal (PL-ES).
A Mesa Diretora acusa o deputado de quebra de decoro parlamentar por ofensas à ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffman. Ele havia sido suspenso por três meses, mas já retornou e agora terá avaliação da cassação de seu mandato.