Homem morre após levar flechada em conflito com indígenas no Amazonas

Redação Portal Norte

A Polícia Civil investiga um conflito envolvendo indígenas da etnia Pirahã que resultou na morte de um homem e deixou outra pessoa ferida na região do quilômetro 45 da BR-230, a Transamazônica, no sul do Amazonas. O caso ocorreu na última segunda-feira (15) e mobilizou moradores da região.

Segundo testemunhas, o ataque ocorreu próximo a um rio da área. Pessoas que estavam em uma canoa foram surpreendidas por flechas disparadas.

Uma das vítimas morreu no local, e o corpo foi encontrado na região. Outro homem foi atingido no abdômen e levado ao Hospital Regional de Humaitá.

O diretor da unidade, enfermeiro Luan Oliveira, informou que a vítima passou por atendimento, está fora de risco, mas segue internada em observação. Um terceiro homem conseguiu escapar sem ferimentos.

Moradores interditaram rodovia em protesto

O episódio gerou tensão entre os moradores, que interditaram a BR-230, na última quarta-feira (17), em protesto.

O bloqueio teve como objetivo cobrar ações da Polícia Federal e de órgãos competentes para garantir segurança e evitar novos conflitos.

Relatos de moradores apontam que os indígenas Pirahã vivem de forma nômade, sem ponto fixo, e recebem apoio da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

Entretanto, quando há falta de assistência, principalmente em relação a alimentos, acabam ocorrendo confrontos com comunidades próximas.

Investigações e posicionamentos

Em nota, a Polícia Civil informou que a Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Humaitá conduz as investigações e avaliará a necessidade de encaminhar o caso à Polícia Federal.

A Funai também se pronunciou, afirmando que acompanha a situação junto ao Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e que as forças de segurança já foram acionadas.

A autarquia reforçou que não executa diretamente políticas de segurança pública, mas pode articular e acionar órgãos competentes quando necessário.

Por fim, a Funai reiterou solidariedade às vítimas, defendeu o respeito ao devido processo legal no Amazonas e destacou a importância da proteção aos direitos dos povos indígenas.