Com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI) em Manaus, inaugurado pelo presidente Lula (PT) no último dia 9 de setembro, a Polícia Federal (PF) fortaleceu a atuação na Amazônia.
A unidade recebeu investimentos de quase R$ 37 milhões e funciona como núcleo de inteligência e articulação no enfrentamento de crimes ambientais, tráficos de drogas, armas e pessoas.
Em entrevista exclusiva ao Grupo Norte de Comunicação (GNC) em Brasília, o delegado Humberto Freire falou das prioridades de ação e das parcerias para atuar no combate aos crimes na floresta.
“O principal desafio é termos uma perfeita integração entre todos os órgãos de segurança pública do Brasil e dos outros países que tenham o território Amazônico. Temos que fazer, na prática, o compartilhamento não só de inteligência e informação, mas também de técnicas do nosso trabalho”, disse.

De acordo com o delegado, o Planos Amas – Amazônia: Segurança e Soberania, foi essencial para que, pela primeira vez, o Fundo Amazônia fosse acessado para utilizar uma parte em ações de segurança pública, sendo o CCPI uma das iniciativas.
Ele também falou sobre o garimpo na terra Yanomami. Um desempenho conjunto foi realizado e gerou benefícios.
“Tivemos que entrar com uma ação emergencial de vários Ministérios para que a gente fizesse cessar o garimpo ilegal, tanto que nós reduzimos em 96% os alertas e a realidade hoje é completamente diferente”, explicou, lembrando dos esforços que estão sendo feitos em Humaitá (AM).