Vereador admite que causa animal ainda é tratada como pauta secundária em Manaus

Redação Portal Norte

Durante entrevista ao Portal Norte nesta terça-feira (16), o vereador Keneddy Marques reconheceu que a causa animal ainda não tem a prioridade necessária no poder público de Manaus.

Ele destacou que, apesar dos avanços, há entraves orçamentários e limitações do próprio Legislativo.

“Nós sabemos que precisa, por exemplo, ter orçamento. Não adianta eu querer forçar o Executivo, até porque o Legislativo não tem o poder de criar projeto de lei que gerem despesa para o Executivo, mas proposta nós temos muito”, explicou.

Avanços e histórico na defesa animal

O parlamentar relatou sua trajetória no tema, afirmando que está envolvido com a causa desde os anos 2000. Segundo ele, a consolidação desse trabalho ocorreu a partir de 2012, quando intensificou sua atuação.

“Avançamos muito? Bastante, nós avançamos bastante”, disse o vereador, lembrando também de sua experiência pessoal: “Estou na causa animal, com meu primeiro animal, desde 2007”.

Projetos de lei em Manaus

Kennedy ressaltou que a capital amazonense pode ser uma das cidades brasileiras com maior número de propostas voltadas à proteção animal. Contudo, destacou que essas iniciativas não podem competir diretamente com áreas essenciais como saúde e educação.

“Manaus talvez seja a capital do país que tem o melhor e o maior número de projetos de lei a favor dos animais (…), mas não se pode tirar dentro da saúde humana para atender o animal, não pode tirar da educação, entre outras necessidades na cidade de Manaus, mas, gradativamente, nós vamos avançando”, afirmou.

O vereador também citou a ausência de orçamento específico do Executivo estadual e municipal para políticas públicas consistentes.

Compromisso no mandato

Apesar das dificuldades, Kennedy Marques afirmou que continua atuando para compensar a falta de estrutura institucional, promovendo iniciativas e servindo como exemplo do que pode ser feito.

“Na minha condição, no vereador, e de tudo aquilo que é permitido, (…) eu levo como uma forma de compensar e de amenizar, trazendo também exemplos de que é possível fazer essa ou aquela ação a favor dos animais”, completou.