Justiça Federal garante educação bilíngue para crianças indígenas migrantes em Roraima

Redação Portal Norte

A Justiça Federal determinou que crianças e adolescentes indígenas migrantes da Venezuela em Roraima tenham direito à educação bilíngue em até 90 dias.

A medida atende a pedido do Ministério Público Federal (MPF) e obriga a União, o Estado, os municípios de Boa Vista e Pacaraima e a FUNAI a implementar um plano de ação completo.

Estrutura e recursos necessários

O plano prevê matrícula regular, professores bilíngues, transporte, alimentação, materiais didáticos e adaptação da infraestrutura escolar.

Além disso, o plano também inclui a criação de conteúdos pedagógicos bilíngues e interculturais, adequados à realidade das comunidades indígenas migrantes.

Regularização para receber recursos

Conforme o MPF, municípios e Estado precisarão regularizar pendências técnicas e financeiras junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) para acessar os recursos federais destinados à implementação das ações.

Portanto, a Justiça determinou que cada ente que descumprir a decisão pague multa diária de R$ 100, revertida ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

Histórico e acompanhamento do MPF

O MPF acompanha o tema desde 2019, quando ajuizou a ação civil pública. Relatórios do órgão mostram que, apesar das ações de 2021 com apoio do Unicef, ainda são necessárias políticas estruturadas e reformas nas escolas.

Novo plano e execução imediata

Em 2025, a Secretaria Estadual de Educação (Seed) apresentou ao MPF um novo plano, que a Justiça determinou execução em prazo definido para garantir a educação bilíngue e intercultural à população indígena migrante.