Capitão Carpê defende Guarda Municipal armada e patrulhamento ostensivo em Manaus

Redação Portal Norte

Em entrevista à TV Norte nesta quarta-feira (10), o vereador Capitão Carpê (PL) falou sobre a proposta que apresentou na Câmara Municipal de Manaus para ampliar a atuação da Guarda Municipal no patrulhamento ostensivo da cidade.

Segundo Carpê, a Guarda Municipal de Manaus “era uma das mais atrasadas do Brasil”, com quase um século de existência e marcada pelo abandono de gestões anteriores.

Ele destacou que, ao assumir seu mandato como único policial militar na legislatura, buscou criar um legado para a segurança pública, presidindo a Comissão de Segurança Pública Municipal e promovendo avanços na corporação.

Vereador explica proposta

O parlamentar explicou que o projeto de lei que apresentou visa conferir mais autonomia à Guarda Municipal, permitindo que atue no policiamento municipal de forma ostensiva, preventiva e, em alguns casos, repressiva.

“TMuito se discutia no Brasil acerca da competência ou não da Guarda Municipal… e, na verdade, é tendência no Brasil que a guarda municipal esteja ali, lado a lado, com o sistema de segurança pública, combatendo o crime com arma de fogo, combatendo com toda a estrutura”, afirmou Carpê.

Ele acrescentou que o projeto ainda está em tramitação, mas acredita na aprovação devido à relevância da Guarda Municipal tanto para o Amazonas quanto para o Brasil.

Ações no Centro de Manaus

O vereador também comentou sobre situações envolvendo vendedores informais no Centro de Manaus, lembrando episódios de conflitos durante ações de ordenamento da prefeitura, nos quais guardas chegaram a se machucar.

Carpê ressaltou que a proposta busca humanizar a atuação da Guarda Municipal, evitando ações truculentas contra trabalhadores informais.

“Então não é justo, não é humano, que, de repente, a prefeitura de Manaus, através de uma secretaria, trate o trabalhador na base da lambada. Não se pode utilizar a guarda municipal, por exemplo, que é uma guarda para combater o crime, para de repente reprimir ali um trabalhador agindo, muitas vezes, com truculência. Veja bem, eu não estou condenando a guarda municipal, estou dando exemplo”, disse.