A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) escuta nesta segunda-feira (8), às 16h, o ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi.
Ele comandou a Pasta entre 2023 e 2025 e pediu demissão em maio, uma semana depois da Polícia Federal (PF) deflagrar operação sobre fraudes em aposentadorias.
Em sua despedida, Lupi afirmou confiar no andamento das investigações e defendeu que os responsáveis sejam identificados e punidos com rigor.
Segundo ele, “aqueles que usaram suas funções para prejudicar o povo trabalhador” precisam responder por seus atos.
Entrego, na tarde desta sexta-feira (02), a função de Ministro da Previdência Social ao Presidente Lula, a quem agradeço pela confiança e pela oportunidade.
— Carlos Lupi 🇧🇷🌹 (@CarlosLupiPDT) May 2, 2025
Tomo esta decisão com a certeza de que meu nome não foi citado em nenhum momento nas investigações em curso, +
Encaminhamentos
No último dia 28, o Colegiado escutou os primeiros depoentes. A coordenadora da Câmara de Coordenação e Revisão Previdenciária da Defensoria Pública da União (DPU), Patrícia Bettin Chaves, e o delegado da Polícia Federal (PL), Bruno Oliveira Pereira Bergamaschi, foram os ouvidos.
Mais recentemente, a CPMI aprovou uma proposta para que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento nos descontos indevidos em benefícios.
Entre os nomes, está o de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS.