Jovem leva criança para área de mata no interior do Amazonas e comete abuso sexual

Redação Portal Norte

Um jovem de 21 anos foi preso, no último domingo (31), após ser acusado de estuprar uma menina de 10 anos no interior do Amazonas. O caso no município de Canutama, localizado a 619 quilômetros de Manaus, capital do estado.

De acordo com informações repassadas pelo delegado Armando Diadosk Júnior, titular da 62ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP), o suspeito e a vítima eram vizinhos.

Durante a madrugada, o homem teria invadido a residência da criança e a levado à força para uma área de mata, onde praticou o abuso. A ocorrência foi registrada por volta das 3h, quando familiares acionaram a polícia.

Buscas pela criança

As buscas se estenderam até a noite, momento em que o investigado foi localizado e preso. Ainda antes de sua captura, a autoridade policial solicitou ao Judiciário a expedição de mandado de prisão, medida concedida devido ao risco de fuga.

O suspeito já havia sido condenado anteriormente pelo mesmo tipo de crime. Agora, ele responderá novamente por estupro de vulnerável e permanece sob custódia, aguardando decisão da Justiça.

Violência sexual contra menores de idade no Amazonas

Os registros de violência sexual contra crianças e adolescentes no Amazonas continuam alarmantes e revelam um cenário de vulnerabilidade que se repete ano após ano.

Somente entre 2020 e 2024, o estado contabilizou 10.137 notificações desse tipo de crime, segundo boletins da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP).

A maioria absoluta das vítimas é do sexo feminino (92,6%), e a faixa etária mais atingida vai de 10 a 14 anos, representando mais da metade dos casos. Em muitas situações, os abusos acontecem dentro do próprio lar.

Outro dado preocupante foi o número de meninas entre 10 e 14 anos que engravidaram após o abuso.

O Amazonas também se insere em um contexto ainda mais grave quando comparado com a Amazônia Legal. Conforme o Unicef, a região registrou mais de 38 mil estupros de vítimas de até 19 anos entre 2021 e 2023, com taxas 21% acima da média nacional.

Municípios de fronteira, especialmente em áreas remotas, aparecem entre os mais afetados.