A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) aprovou, na última segunda-feira (1), uma proposta para que o Supremo Tribunal Federal (STF) autorize a prisão preventiva de 21 pessoas investigadas por suposto envolvimento nos descontos indevidos em benefícios.
O requerimento, aprovado por 26 votos a favor e nenhum contrário, foi de autoria do deputado federal Alfredo Gaspar (União-AL). O parlamentar destacou que:
“Mesmo diante da presença de veementes indícios de materialidade e de autoria de infrações penais que vitimaram milhões de aposentados e pensionistas, até o momento nenhum investigado se encontra submetido a prisão cautelar.”
Para ele, a ação se mostra necessária para garantir coleta de provas para instrução do processo, com eventual aplicação da lei.
O Brasil prende por furto de celular, mas deixa solta uma quadrilha bilionária. Isso é um tapa na cara do povo brasileiro.#CPMIINSS #CPMI #CPI #INSS #AlfredoGaspar #DeputadoFederal #Alagoas pic.twitter.com/c9oCwG1iDf
— Alfredo Gaspar (@Alfredogaspar_) September 2, 2025
As pessoas citadas no pedido são:
- Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS;
- Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS;
- Virgílio de Oliveira Filho, ex-procurador-geral do INSS;
- André Fidelis;
- Vanderlei Barbosa;
- Eric Douglas Fidelis;
- Cecília Rodrigues Mota;
- Thaisa Hoffmann Jonasson;
- Maria Paula Xavier da Fonseca Oliveira;
- Alexandre Guimarães;
- Rubens Oliveira Costa;
- Romeu Carvalho Antunes;
- Domingos Savio de Castro;
- Milton Salvador de Almeida Júnior;
- Adelino Rodrigues Júnior;
- Geovani Batista Spiecker;
- Reinaldo Carlos Barros de Almeida;
- Vanderlei Barbosa dos Santos;
- Jucimar Fonseca da Silva;
- Philipe Roters Coutinho;
- Maurício Camisotti.
Agora, cabe ao ministro do STF, André Mendonça, relator do processo na Corte, decidir sobre o pedido de prisões preventivas solicitado pela CPMI.