BR-319: TCU rejeita pedido de anulação de licença ambiental; veja o que acontece agora

Redação Portal Norte

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, na última quarta-feira (27), rejeitar o pedido de anulação da Licença Prévia (LP) da BR-319.

A autorização foi concedida em 2022 pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e se refere ao trecho central da rodovia que liga Manaus (AM) a Porto Velho (RO).

O processo foi analisado sob o número TC 026.533/2024-3. A decisão não altera o fato de que as obras permanecem suspensas por determinações judiciais em outras instâncias.

Relator defendeu manutenção da licença

O relator do caso, ministro Walton Alencar Rodrigues, afirmou que a anulação poderia comprometer o acesso à região Amazônica.

“Um resultado que não permitisse a continuidade das obras poderia obliterar a possibilidade de acesso à região Amazônica. Isso poderia ser motivo de caos e dano para as populações abrangidas por esse modal rodoviário. É um modal que já existe e tem que ser aprimorado e não suprimido”, disse.

Durante a análise, o ministro Bruno Dantas também se manifestou contra a anulação da licença da rodovia. Segundo ele, a medida seria inédita no tribunal.

“Fiquei perplexo com a possibilidade de que este tribunal decretasse a nulidade de uma licença ambiental. Nunca vi isso na minha vida. Felizmente, o relator teve serenidade para colocar as coisas em seus devidos lugares”, declarou.

Decisão e próximos passos

Com a votação, o TCU reafirmou que sua atuação na área de contas públicas busca garantir a continuidade de projetos considerados estruturantes, desde que atendam aos critérios ambientais e legais.

Apesar da decisão, o futuro da BR-319 segue indefinido, já que há outras ações judiciais em andamento que ainda impedem o avanço das obras de repavimentação.