A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (27), um funcionário terceirizado do Aeroporto Internacional de Rio Branco, durante a Operação Área Restrita, que investiga um esquema de tráfico interestadual de drogas por transporte aéreo. O suspeito teve prisão preventiva decretada pela Vara de Garantias do Tribunal de Justiça do Acre.
De acordo com a PF, o homem teria usado seu acesso a áreas restritas do aeroporto para facilitar o embarque de uma mala com 13,3 quilos de cocaína em um voo que partiu de Rio Branco e foi interceptado em Fortaleza (CE). O passageiro que transportava a droga já havia sido preso no aeroporto da capital cearense, o que deu início às investigações.
“Com a informação da prisão no Ceará, a PF do Acre iniciou a investigação local, identificando que um empregado de empresa terceirizada, que presta serviço ao Aeroporto Internacional de Rio Branco, teria auxiliado o passageiro preso em Fortaleza a embarcar com a mala contendo cocaína. Suspeita-se que o funcionário da terceirizada teria conseguido ludibriar os controles de segurança do Aeroporto de Rio Branco usando seu acesso privilegiado às áreas restritas do local”, disse a PF em nota.
Durante a ação, a Polícia Federal cumpriu ainda dois mandados de busca e apreensão em Rio Branco. Os envolvidos podem responder por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Prisão em Fortaleza
O suspeito foi preso no Aeroporto Internacional de Fortaleza após desembarcar de um voo da Latam. Durante uma fiscalização de rotina no voo LA3730, proveniente de Brasília, agentes perceberam que o passageiro demonstrava nervosismo diante da presença policial e decidiram abordá-lo para entrevista.
Questionado, ele afirmou que viajava a passeio, mas não soube informar o valor da passagem, dizendo apenas que havia sido comprada por um familiar. Na revista da bagagem de mão, os policiais encontraram diversos tabletes com substância semelhante a entorpecentes. O material foi submetido a exame preliminar, que testou positivo para cocaína.