A autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para vigilância integral do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) antes do julgamento, marcado para 2 de setembro, acontecerá da seguinte maneira:
- Em tempo real;
- Evitando a exposição indevida;
- Abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática;
- Sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança;
- Utilizando ou não uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem, a critério policial.
Atualmente, o ex-presidente cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica. O aumento da vigilância foi recomendado após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que sugeriu a medida para garantir a aplicação da lei penal, mesmo sem apontar risco iminente de fuga.
O pedido inicial foi encaminhado pelo deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Após a decisão de Moraes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou em suas redes sociais um desabafo.
“A cada dia que passa, o desafio tem sido enorme: resistir à perseguição, lidar com as incertezas e suportar as humilhações. Mas não tem nada, não. Nós vamos vencer. Deus é bom o tempo todo, e nós temos uma promessa”, expressou.
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