O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), disse, nesta segunda-feira (25), que se for preciso vai até o presidente Lula (PT) para tratar da equiparação salarial das forças de segurança do DF.
A fala foi dada durante reinauguração da 10ª Delegacia de Polícia (DP) no Lago Sul.
“Quando o Wellington Luiz (MDB) [presidente da CLDF] me disse que precisava se reunir com a esquerda para tratar da equiparação da remuneração das corporações ao da Polícia Federal (PF), eu disse que quero que dê certo. Só lhe pedi uma coisa, para não ter que ir lá pedir ao presidente Lula. Mas se for para beneficiar as nossas forças de segurança, até para isso vocês podem contar comigo”, afirmou.
O posicionamento do governador acontece poucos dias depois do governo federal rejeitar a proposta de igualar o salário da Polícia Civil (PCDF) ao da Polícia Federal (PF). Ibaneis explicou que a negociação está a cargo de interlocutores, como Wellington Luiz e representantes dos sindicatos e comandos das corporações.
Ele acredita que o diálogo é o melhor caminho, mesmo reconhecendo que o governo federal tem suas razões para adiar o reajuste.
Negociações em andamento
Na última sexta-feira (22), deputados distritais, federais e líderes das forças de segurança se reuniram com o ex-ministro José Dirceu para discutir a equiparação salarial. O encontro, solicitado por Wellington Luiz, visa encontrar uma solução política para a questão.
A proposta inicial do DF era um aumento de 31,62%, mas a União ofereceu apenas 18,8%, um valor 40% menor. A nova proposta será agora avaliada em assembleia pelos policiais civis, que ainda não definiram a data.
O salário das forças de segurança do DF é pago pelo governo federal, por meio do Fundo Constitucional do Distrito Federal.
Desavença
Em dezembro passado, Ibaneis afirmou que estava sendo “maltratado” pelo governo federal, principalmente por Lula e alguns dos seus assessores.
De acordo com o governador, as experiência ruins com o governo aconteceram em diferentes ocasiões, quando foi convidado para cerimônias no Palácio do Planalto.
“São diversos episódios que eu não tenho necessidade de referenciar, onde fomos convidados para cerimônias dentro do Palácio do Planalto, e a gente é tratado lá como uma pessoa que não tem nenhum tipo de relevância. Então, não existe a interlocução”, explicou.