Vazante do Rio Negro continua e nível em Manaus fica abaixo de 28 metros

Redação Portal Norte

O processo de vazante continua na região amazônica. Em Manaus, o rio Negro alcançou a cota de 27,61 metros na terça-feira (19), segundo o 33º Boletim de Alerta Hidrológico da Bacia do Rio Amazonas, divulgado pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).

O boletim é publicado semanalmente, às terças-feiras, na plataforma do Sistema de Alerta Hidrológico, e fornece informações sobre o comportamento dos rios da bacia amazônica, fundamentais para prevenção de desastres e gestão territorial.

Segundo a pesquisadora em geociências Jussara Cury, superintendente regional do SGB em Manaus, o período de recessão dos rios tem sido regular, mas algumas cidades ainda apresentam níveis altos devido à cheia de 2025. Entre elas estão Manaus, Manacapuru e Itacoatiara.

“Nas próximas semanas, a vazante tende a se intensificar, com declínios diários maiores. No alto Solimões, chuvas isoladas nos últimos dias influenciaram descidas menos intensas”, explicou Cury.

Situação de outros rios na região

Outras cidades e rios da região amazônica apresentam os seguintes níveis:

  • Rio Solimões: Tabatinga – 5,22 m; Itapéua – 15,15 m; Manacapuru – 18,37 m
  • Rio Purus: Beruri – 19,36 m, com descida diária de 6 cm
  • Rio Madeira: Porto Velho (RO) – 4,65 m
  • Rio Branco: Caracaraí (RR) – 6,85 m, em subida; Boa Vista (RR) – 5,19 m, dentro da faixa de normalidade

O SGB atua em diversas frentes para apoiar estratégias de prevenção de desastres. Além de operar os Sistemas de Alerta Hidrológico, a instituição realiza o mapeamento de áreas de risco e mantém o Sistema de Informações de Águas Subterrâneas (SIAGAS), que reúne dados sobre poços e abastecimento hídrico em períodos de escassez.

O monitoramento dos rios, assim como o Rio Negro, é feito a partir de estações da Rede Hidrometeorológica Nacional (RHN), coordenada pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA).

O SGB opera cerca de 80% das estações, garantindo informações atualizadas diariamente na plataforma SACE, essenciais para prevenção de desastres, gestão de recursos hídricos e pesquisas científicas.