Os alimentos tradicionais da culinária paraense, açaí, tucupi e maniçoba, que tiveram tentativa de proibição na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), voltaram ao centro das discussões nesta terça-feira (18).
Em entrevista ao “Bom Dia, Ministro”, o ministro do Turismo, Celso Sabino, enfatizou a importância da valorização da culinária amazônica no cardápio oficial do evento.
“Houve um equívoco de, no edital de seleção de quem iria fornecer os alimentos para a COP, proibir a entrada dos principais ingredientes da nossa gastronomia. Veja só: açaí, tucupi e maniçoba. Rebatemos prontamente e jamais vamos aceitar. A gastronomia de Belém é uma das mais deliciosas do planeta”, destacou.
Sabino disse que o que foi proposto se compara a uma situação de convidar uma churrascaria e dizer que não vai servir churrasco. “Não vamos permitir preconceito com a nossa região. O governo brasileiro não tolera intolerância”, afirmou.

Hospedagem
O ministro falou ainda da infraestrutura que tem sido criada na capital paraense para a recepção dos participantes do evento.
“Iniciamos um programa de parceria com a iniciativa privada, cedemos áreas para a construção de novos hotéis e garantimos financiamentos, muitos deles pelo Fundo Geral do Turismo. Só nele, investimos mais de R$ 382 milhões em projetos para receber os visitantes da COP”, disse.
A busca por hospedagens foi fator de divergência há poucas semanas. Representantes de 25 países enviaram uma carta à organização do evento e à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC).
A principal preocupação se dá em razão dos altos preços de hospedagens na capital paraense, pontuando ainda dificuldades logísticas envolvendo transporte e segurança.