Alguns estados do Norte registram queda no desemprego, mas informalidade permanece elevada

Redação Portal Norte

Alguns estados da região Norte confirmaram queda no desemprego no segundo trimestre de 2025, mas ainda assim apresentam índices acima da média nacional. Este balanço faz parte dos dados da PNAD Contínua Trimestral, divulgados na sexta-feira (15) pelo IBGE.

Do total de estados do Norte, o Amazonas manteve a maior taxa de desemprego da região, com 7,7%, superando a média nacional. No Brasil, a taxa média de desemprego ficou em 5,8%, o menor resultado para o período desde 2012.

O IBGE considera desocupadas as pessoas sem trabalho que estão ativamente procurando emprego, seguindo padrões internacionais. A queda nos números nacionais mostra uma melhora, mas o cenário ainda exige atenção.

Desemprego na região Norte: Pará e Amapá confirma queda

Mesmo com avanços, a situação econômica permanece desafiadora. Mais da metade dos trabalhadores da Região Norte, 51,5%, atua em condições informais, sem carteira assinada ou em atividades autônomas.

O Amazonas e Pará lideram nesse índice, seguidos por Rondônia, Acre, Amapá, Roraima e Tocantins, todos com taxas acima de 40%.

Nos demais estados, Acre, Roraima, Rondônia e Tocantins apresentaram pequenas variações, consideradas estáveis pelo IBGE. Já Pará e Amapá registraram queda nos índices de desemprego.

Rondônia, com 2,3%, aparece com a segunda menor taxa do país, atrás apenas de Santa Catarina, reforçando a disparidade entre os estados da região.

Informalidade ainda preocupa

A elevada informalidade impacta diretamente a segurança econômica e a qualidade de vida dos trabalhadores.

O levantamento do IBGE indica que, mesmo com a melhora nos números do desemprego, a região precisa de políticas que fortaleçam empregos formais e garantam direitos trabalhistas.

Especialistas alertam que reduzir a informalidade será crucial para consolidar o crescimento econômico sustentável na Região Norte.