O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a falar da insatisfação com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Na última quarta-feira (13), o parlamentar chamou o ministro de “psicopata”, em entrevista à BBC.
“Estou disposto a ir às últimas consequências para retirar esse psicopata do poder. Se depender de mim, a gente vai continuar aqui, dobrando a aposta até que a pressão seja insustentável e as pessoas que sustentam Moraes larguem a mão dele para que ele vá sozinho para o abismo”, disse.
Eduardo disse que tem medo de uma possível ditadura, comparando o Brasil com Cuba e com a Venezuela. O deputado mencionou as eleições do ano que vem.
“Eu não posso admitir que a gente vá ter uma eleição em 2026, quando o Alexandre Moraes vai decidir quem podem ser os candidatos. Isto está fora de cogitação”, comentou.
Perdão
O deputado comentou sobre as agendas que estão previstas para ele em Washington. “A gente vai ter a possibilidade de levar as atualizações daquilo que está acontecendo no Brasil”, afirmou.
Para ele, a anistia aos envolvidos no 8 de janeiro é prioridade.
“Essa é uma pauta do maior partido da Câmara de Deputados, que é o PL, nosso partido. Há mais de cinco meses o PL tenta pautar sem sucesso”, expressou.
Sanções
Questionado sobre outras autoridades na mira da Lei Magnitsky, Eduardo disse que o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e Davi Alcolumbre (União-AP), “estão no radar”.
Apesar disso, ele entende que o que tem que ser feito agora é deixar o Congresso Nacional trabalhar e, neste momento, não defende sanções aos líderes.
“A gente tem que dar a oportunidade do Congresso funcionar. Eu acho que nesse momento, agora, não”, pontuou.