Dados da Polícia Federal (PF) indicam que metade das armas registradas em nome de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) no Brasil são classificadas como de uso restrito.
A PF assumiu o controle dos registros desses grupos a partir de 1º de julho de 2025, anteriormente sob responsabilidade do Exército.
No primeiro mês sob a gestão da PF, foi disponibilizada uma ferramenta online que permite o acesso a informações sobre o número de registros, categorias dos CACs, além dos tipos, calibres e categorias das armas registradas.
Embora o sistema mostre o panorama atual, ele não detalha o histórico anual dos registros de armas, diferentemente do que ocorre com os registros pessoais dos CACs.
Atualmente, há cerca de 1,5 milhão de armas registradas em nome de 978 mil CACs ativos no país. Deste total, aproximadamente 755 mil armas são consideradas de uso controlado, o que corresponde a pouco mais de 50% do acervo.

Pistolas calibre 9mm somam a maior parte das armas de uso restrito, representando cerca de 461 mil unidades. O modelo foi de uso restrito até 2019, quando a posse foi temporariamente liberada no governo de Jair Bolsonaro (PL), voltando a ser classificada como restrita por Lula (PT).
Em menor quantidade, entre as armas de uso restrito em posse dos CACs estão cerca de mil metralhadoras, além de exemplares mais raros, como 16 canhões e 6 morteiros.
Antes dessa fase, entre 2019 e 2023, os CACs predominantemente possuíam revólveres calibres .38 e .380, enquanto a 9mm e os fuzis eram menos acessíveis.
As outras 752 mil armas registradas com os CACs são consideradas de uso permitido no Brasil. Dentre elas, as carabinas e fuzis lideram o número, com cerca de 250 mil unidades, sendo que 212 mil são do calibre .22. Também há 202 mil espingardas, das quais 159 mil são calibre 12.