‘O céu é o limite’, diz presidente da FAF sobre crescimento acelerado e promissor do futebol no Amazonas

Redação Portal Norte

O deputado estadual Ednailson Leite Rozenha (PMB-AM), atual presidente da Federação Amazonense de Futebol (FAF), fez um balanço das ações voltadas ao esporte durante seu mandato parlamentar e à frente da entidade esportiva.

A fala foi dada em entrevista ao programa Povo na TV, da TV Norte Amazonas, nesta terça-feira (5).

Figura ativa tanto no campo político quanto no esportivo, Rozenha destacou conquistas, desafios estruturais e os impactos sociais do futebol no estado, sobretudo nas regiões do interior.

Segundo ele, o esporte vai muito além de vitórias e troféus — trata-se de uma ferramenta de transformação social e geração de renda.

‘Fazer Copa do Mundo é fácil’, diz Rozenha

Ao comentar sobre os avanços mais relevantes desde que assumiu como presidente da FAF, em 2023, Rozenha preferiu focar no presente e no futuro: “Eu sou um cara que olha pra frente”, afirmou.

Segundo ele, o Amazonas vive um dos momentos mais ativos do futebol em sua história recente.

“Neste fim de semana, teremos mais de 50 jogos simultâneos no estado, entre Série D, Série B, Sub-8, Sub-10, campeonato feminino e a Copa da Floresta”, destacou.

De acordo com o parlamentar, a FAF é atualmente a única do país a promover campeonatos oficiais para crianças de até 8 anos de idade.

O calendário inclui, ainda, a Copa da Floresta — considerada por ele como a maior competição não profissional do Brasil em extensão geográfica.

“Fazer uma Copa do Mundo é fácil. Difícil é fazer uma Copa no estado inteiro, com jogos em Barcelos, Canutama, Humaitá, Apuí… E a Federação dá conta”, pontuou.

Interior em alta: esporte como motor de inclusão social e renda

Rozenha afirmou que o futebol tem sido um vetor direto de desenvolvimento social em comunidades do interior, com impacto imediato na economia local e na vida de jovens.

“O futebol não é só gol, não é só ganhar. É geração de renda, de emprego. Hoje o interior vive um momento bom, com alegria, oportunidade e memória sendo construída para nossas crianças”, avaliou.

Ele relembrou que muitas crianças amazonenses, com apenas 8 ou 10 anos, já tiveram a oportunidade de jogar na Arena da Amazônia — um feito simbólico, segundo ele, na construção de sonhos e perspectivas de vida.

CBF, política e representatividade do Norte

A entrevista também abordou o cenário político do futebol nacional. Atualmente, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) é presidida por Ednaldo Rodrigues, da Bahia, e tem Rozenha como vice-presidente, representando o Amazonas.

Para o deputado, essa composição abre espaço para uma política voltada ao fortalecimento do futebol periférico e do Norte do país, historicamente deixado à margem.

“O céu é o limite. Talento não escolhe onde nasce. Hoje o ambiente político é favorável para dar visibilidade ao nosso futebol”, disse.

O presidente da FAF citou o Amazonas FC, atualmente na Série B, e o Manauara, com boas chances de acesso à Série C, como exemplos do crescimento técnico e estrutural dos clubes locais.

O parlamentar reconheceu, no entanto, que o futebol moderno tornou-se uma indústria altamente competitiva e financeiramente exigente.

As cifras mudaram: onde antes clubes operavam com folhas salariais modestas, hoje disputam com investimentos de casas de apostas e fundos internacionais.

“A Série B é pesada. O futebol virou um negócio muito caro. Mas onde tem futebol, tem renda, emprego e riqueza. E o Amazonas está bem posicionado para avançar”, concluiu.