Sidney Leite comenta moeda do BRICS e impactos do tarifaço dos EUA na região Norte

Redação Portal Norte

O deputado federal Sidney Leite (PSD-AM) comentou os efeitos do novo tarifaço dos Estados Unidos contra a China e alertou para os impactos na economia brasileira, especialmente na região Norte.

Em entrevista ao Povo na TV, ele explicou que a taxação sobre produtos como carne e café pode reduzir a demanda internacional, derrubando os preços internos e afetando produtores locais.

“Mesmo sendo os maiores exportadores de carne e café, manter a taxação prejudica o Brasil. Isso impacta a inflação, os alimentos e o custo de vida”, afirmou. O deputado defendeu que o governo federal e os estados atuem para ajudar as empresas afetadas e evitar demissões.

Moeda do BRICS e enfraquecimento do dólar preocupam os EUA, diz deputado

Sidney também comentou a proposta da China para criar uma moeda comum no BRICS, bloco que representa quase metade da população mundial e 39% da economia global. Para ele, se adotada, a medida pode enfraquecer o dólar e provocar reações dos Estados Unidos.

“Essas novas taxações têm um peso político. O dólar é a base da economia americana, e qualquer ameaça a isso gera reação”, disse.

‘Brasil precisa ter postura firme e proteger sua economia’

O deputado criticou possíveis interferências externas nas decisões econômicas do Brasil, como exigências para isenção fiscal em fábricas de carros elétricos. “Não podemos aceitar imposições de nenhum país. O Brasil tem que ter posição própria”, declarou.

Sidney reforçou ainda sua posição democrática e criticou os extremos ideológicos. “Sou social-democrata por convicção. Eleição se ganha ou perde, mas sempre respeitando as instituições.”

Segundo ele, apesar de avanços na economia, a imagem política do governo Lula ainda enfrenta desgaste. “A avaliação positiva aumentou, mas a percepção política segue negativa”, disse.

Para concluir, o parlamentar ressaltou que os efeitos do tarifaço vão além do comércio exterior. “Preços podem cair, mas isso prejudica produtores, empregos e arrecadação. O impacto é real e precisa de atenção urgente”, finalizou.