Operação Sepulcro investiga facção venezuelana ligada a cemitério clandestino em Boa Vista

Redação Portal Norte

Na última quarta-feira (30), as autoridades realizaram uma operação conjunta contra suspeitos de integrar uma facção venezuelana envolvida na morte e ocultação de nove corpos em um cemitério clandestino entre os bairros Pricumã e Cinturão Verde, na zona Oeste de Boa Vista.

As autoridades batizaram a ação de Operação Sepulcro, em referência ao local onde encontraram as vítimas, enterradas em condições precárias.

A 2ª Vara Criminal do Tribunal do Júri e da Justiça Militar expediu cinco mandados de busca e apreensão contra alvos apontados como membros da facção.

Os agentes cumprem os mandados em imóveis da região, especialmente em uma área conhecida como “Favelinha”, onde há indícios de novas covas clandestinas.

Além disso, buscam armas, munições, entorpecentes, documentos e equipamentos eletrônicos, como celulares.

Ação mobiliza forças de segurança do estado

A operação mobilizou diversas forças de segurança, incluindo o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de Roraima, a Polícia Civil, a Polícia Militar, o Departamento de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública (DEINT/SESP) e o Corpo de Bombeiros.

Ademais, também participaram grupos de elite das polícias, responsáveis pelo suporte tático da operação.

As autoridades organizaram a força-tarefa para desarticular o braço da facção venezuelana conhecida como Trem de Arágua, que atua em Boa Vista.

Segundo o MPRR, a investigação apura a prática de homicídios supostamente cometidos por integrantes da organização criminosa.

Portanto, a operação segue sob sigilo para garantir a efetividade das diligências e a preservação das provas.

Caso teve início com denúncia de sobrevivente

Em janeiro, um homem de 29 anos fugiu da facção e moradores do bairro Pricumã o contiveram. A Polícia Militar o abordou, e ele revelou ter presenciado execuções, além de indicar os locais onde os corpos estavam enterrados.

Na ocasião, os agentes encontraram nove cadáveres, entre eles, dois homens e três mulheres, o que levou a área a ser conhecida como cemitério clandestino.

Conforme o denunciante, que atuava como olheiro da facção, dois homens de 29 e 27 anos ordenaram os assassinatos e seriam líderes locais do grupo criminoso. As vítimas estavam em processo de identificação.