O meio-campista francês Dimitri Payet, ex-jogador do Vasco, se tornou réu na Justiça do Rio de Janeiro por violência psicológica contra a ex-amante, advogada Larissa Ferrari, com quem manteve um relacionamento extraconjugal por cerca de sete meses.
A denúncia foi aceita na última sexta-feira (25), e a ex-amante celebrou a decisão: “A justiça está sendo feita”, declarou à imprensa.
A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) e aceita pelo juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, do VII Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher.
O documento descreve que Payet teria afetado emocionalmente Larissa com atitudes humilhantes, manipulação, expressões degradantes e violência física.
Entre os relatos mais graves, consta que a advogada foi obrigada a lamber o vaso sanitário a mando do jogador, que depois a beijava. A ação é descrita como parte de um ciclo de abuso e humilhação.
‘Justiça por todas as mulheres’, diz ex-amante sobre jogador
Larissa Ferrari disse estar aliviada com o andamento do processo e confiante na Justiça. “Estou muito feliz. Com o trabalho sério e justo de meus advogados, a justiça está sendo feita.
Mais um passo no caminho da justiça por todas as mulheres que sofrem nas mãos de pessoas públicas. Tenho muita fé”, afirmou.
A advogada alega que passou por um processo doloroso até entender que estava em um relacionamento abusivo, movido por dependência emocional e manipulação.
Em desabafos anteriores publicados em suas redes sociais, a ex-amante contou que a relação deixou de ser saudável e que, em uma das últimas relações sexuais com Payet, chegou a vomitar devido à brutalidade.
“Não era mais prazeroso, doía. Eu aceitava porque não queria perder ele. Eu gostava dele”, disse. “Depois de tudo que ele fazia, a gente dormia abraçado. Eu pensava: ‘Será que vou ter que viver sendo maltratada pra receber carinho?’”, completou.
Até o momento, Dimitri Payet não se manifestou publicamente sobre a denúncia aceita pela Justiça. Ele é esperado para responder ao processo nos próximos dias. O caso segue em andamento na Justiça do Rio.