Instituto para crianças autistas em Manaus ganha sede própria com herança de Jô Soares

Redação Portal Norte

Há histórias que não pedem aplausos — elas simplesmente transformam vidas. É o que acontece no Instituto Autismo do Amazonas (IAAM), localizado na zona Centro-Sul de Manaus, que há 13 anos oferece atendimento gratuito e especializado para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Instituto para crianças autistas em Manaus ganha sede própria

Entre os pacientes está Caio Micael, um menino autêntico, direto e muito sincero. Diagnosticado com autismo nível 1 de suporte, ele é um dos 120 atendidos pela instituição.

Sua mãe, Vanessa Oliveira, comemora a evolução do filho após anos de acompanhamento no instituto. “Ele era bastante agressivo. Tinha dificuldade para esperar e falar. O instituto me ajudou muito”, relata.

O IAAM oferece, de forma gratuita, serviços nas áreas de nutrição, psicologia, fonoaudiologia, psicopedagogia, educação física e assistência social.

Instituto para crianças autistas em Manaus ganha sede própria – Foto: Reprodução/TV Norte Amazonas.

Agora, com a aquisição da sede própria, a instituição poderá expandir ainda mais os atendimentos.

A sede foi adquirida por meio de uma doação vinda da herança do apresentador Jô Soares, que teve um filho autista.

O instituto foi uma das quatro instituições selecionadas em todo o país pela ex-esposa de Jô, em reconhecimento ao trabalho transparente e comprometido da equipe.

Outros centros beneficiados estão em Rondônia, Mato Grosso e São Paulo. “Antes o espaço era alugado. Agora, com a casa sendo nossa, podemos fazer adequações essenciais ao tratamento dos autistas, com salas organizadas de forma adequada”, explica a diretora do IAAM, Ana Maria.

Reconhecimento

Com a nova estrutura e a ampliação da equipe profissional, a meta é reduzir pela metade a fila de espera, que hoje ultrapassa 400 crianças e adolescentes.

A conquista representa mais do que uma sede física. É um passo importante para centenas de famílias que ainda enfrentam preconceito e lutam por um atendimento digno e especializado.

Também é um reconhecimento de que o autismo precisa de voz, espaço e respeito. Quando esse cuidado se torna realidade, a diferença é visível no olhar de cada criança — e no alívio de quem cuida.