A Polícia Civil do Amazonas investiga se uma ossada humana encontrada na zona rural de Tefé, no interior do estado, pertence a Ana Paula Barbosa de Souza e seus dois filhos, desaparecidos desde abril de 2024.
Os corpos foram localizados na última quinta-feira (24), enterrados nas proximidades de um lago da região.
Segundo familiares, o achado foi feito por um morador local, que preferiu não se identificar. A suspeita é de que os ossos pertençam à mãe e às crianças, que desapareceram há cerca de três meses.
Os restos mortais foram recolhidos por equipes da Polícia Civil e serão submetidos a exames de perícia para identificação.
Ex-companheiro é principal suspeito do crime
O principal suspeito do desaparecimento de Ana Paula e seus filhos é o ex-companheiro da vítima, Alexsandro da Silva, que chegou a ser preso temporariamente durante as investigações.
No entanto, em julho deste ano, Alexsandro fugiu do sistema prisional durante uma saída temporária para trabalho externo e, desde então, está foragido da Justiça.
A Polícia Civil mantém buscas ativas para localizar o suspeito, que tem um histórico de envolvimento com violência doméstica e está sendo monitorado por equipes de investigação do município de Tefé.
Foragido pode estar ligado a outro desaparecimento
Além de ser o principal investigado no caso de Ana Paula, Alexsandro da Silva também passou a ser alvo de um segundo inquérito policial.
Durante as diligências do caso, surgiram elementos que o relacionam ao desaparecimento de Hevilyn Kalena de Souza Solart, de 25 anos, ocorrido em outubro de 2024.
Hevilyn desapareceu quando fazia uma viagem de Tefé, onde a ossada foi encontrada, para Manaus, acompanhada de seus dois filhos: Yuri Kalel da Silva, de 4 anos, e Hanna Sophia Solart, de 9 anos. Desde então, nenhum dos três foi encontrado.
A Polícia Civil não descarta que os dois casos possam estar conectados e reforça que novas buscas e perícias estão em andamento para esclarecer o envolvimento do foragido nas duas ocorrências.
A confirmação oficial sobre a identidade das ossadas dependerá do resultado da perícia forense, que deve utilizar exames de DNA e comparação odontológica.
Até que o laudo seja concluído, as famílias das vítimas permanecem em estado de angústia e expectativa por respostas.
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