Um homem identificado como Airton Milome Barros foi preso na madrugada desta sexta-feira (25) pela Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) por suspeita de feminicídio no município de Tapauá. Ele confessou o crime e a prisão foi confirmada pela deputada estadual Alessandra Campelo (Podemos).
A vítima, Antônia Vicente Silva, de 45 anos, estava desaparecida desde a quinta-feira da semana anterior (17). Testemunhas relataram que ela foi vista pela última vez em uma lancha ao lado do suspeito.
Após o desaparecimento, a família procurou ajuda para localizar a mulher. As investigações apontam que Airton matou Antônia e jogou o corpo no rio. Até o momento, o corpo da vítima ainda não foi encontrado.
O crime é investigado como feminicídio e segue sendo acompanhado pelas autoridades. As buscas continuam com apoio de equipes especializadas.
Autoridades acompanham o caso de feminicídio no Tapauá
A única autoridade política a comentar publicamente o caso foi a deputada estadual Alessandra Campelo, que afirmou ter sido procurada pela família da vítima pelas redes sociais e se mobilizou para acionar os órgãos responsáveis e cobrou justiça:
“As investigações apontam que ele matou a mulher e jogou o corpo dela no rio, o que mostra o tamanho da covardia e do ódio contra as mulheres. Continuaremos acompanhando este caso até que esse covarde seja julgado e condenado com a pena máxima”.
A parlamentar defende uma atuação conjunta entre sociedade, governo e instituições para combater o feminicídio.
O caso segue sob responsabilidade da Polícia Civil, que ainda trabalha para localizar o corpo da vítima e concluir o inquérito.

Suspeito foi localizado em área ribeirinha
Airton Barros foi encontrado escondido em uma área de mata na região ribeirinha do município. A Polícia Civil contou com reforço de efetivo e apoio de cães farejadores para localizá-lo.
Ele já estava com um mandado de prisão preventiva decretado pela Justiça. Após ser capturado, foi levado sob escolta policial e deve passar por audiência de custódia.
A operação contou com o envolvimento direto de equipes do Departamento de Polícia do Interior (DPI), coordenadas pelo delegado Paulo Mavignier.
A ação também teve suporte da gestão municipal de Tapauá, que forneceu informações e apoio logístico durante as buscas.