O influenciador e humorista Dhi Miranda, de 34 anos, vem se consolidando como uma das vozes mais autênticas do cenário humorístico do Amazonas.
Pioneiro como o primeiro humorista abertamente LGBT no gênero stand-up comedy no estado, ele transforma vivências pessoais em piadas que abordam temas como família, preconceito e visibilidade LGBTQIA+, sempre com seu bordão característico: “É triste, né, gay?”.
Dhi Miranda: do Jorge Teixeira para o mundo
Natural de Manaus, Dhi começou sua carreira em 2018 no bairro Jorge Teixeira. Seu espetáculo “Uma família QUASE tradicional brasileira” marcou o início de uma carreira que mistura humor ácido com representatividade.
Em 2020, migrou para as redes sociais, onde viralizou ao retratar o cotidiano da comunidade LGBTQIA+ e da classe trabalhadora.
“Todo mundo se identifica bastante. Comecei gravando vídeos sobre nossa rotina, e o público respondeu”, conta o artista, que hoje soma 135 mil seguidores.
O humor como destino
Desde a infância, Dhi já demonstrava seu talento. Conhecido como “o mais engraçado da turma”, ele brinca sobre os conselhos que recebia: “Falavam: ‘Vai pro humor que tu vai ganhar dinheiro’. Fui, mas ainda não ganhei”, diverte-se.
Apesar das piadas, seu trabalho tem um propósito sério: usar a comédia como ferramenta de transformação.
Além dos palcos, ele organiza ações sociais, para ajudar a comunidade e pessoas próximas.
Futuro e representatividade
Com planos de expandir seu alcance, Dhi mira não apenas o sucesso individual, mas o impacto coletivo.
“Penso em me estruturar para estruturar as pessoas”. Sua história reforça o poder do humor como forma de resistência, e prova que, no Norte do Brasil, a representatividade LGBTQIA+ tem cada vez mais espaço para brilhar.