Diante da seca recorrente que atinge o Acre, o governo estadual tem mobilizado esforços para minimizar os impactos do fenômeno.
Na última terça-feira (22), foi realizada uma oficina de trabalho integrado para respostas e enfrentamento ao desastre de estiagem, em parceria com o governo federal.
Governo do Acre intensifica ações para enfrentar a seca
A iniciativa complementa as ações já em curso e busca fortalecer a articulação entre os poderes no combate à seca na região.
Conforme o coordenador da Defesa Civil do Acre, coronel Carlos Batista, o governo estadual vem se preparando há meses para enfrentar os efeitos da estiagem.
“Todas as equipes de cada uma dessas instituições estão em campo, desempenhando suas atribuições em diálogo com entes do governo federal, estadual e municipal, no intuito de unir forças de forma integrada. Hoje, o Acre é o estado da região amazônica que apresenta 64% de áreas com seca moderada a crítica, e a tendência é de agravamento. Os rios estão em níveis críticos, por isso é essencial unir os esforços de todas as instituições para enfrentar esse momento”, afirmou Batista.

Para o representante da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social (Suas), Eugênio Cassaro, cabe ao governo federal coordenar as ações em situações de crise, atuando em conjunto com os demais entes federativos.
“O nosso papel é criar uma perspectiva de ação integrada para o enfrentamento da seca e da estiagem. Um grupo que envolva Defesa Civil, Assistência Social, Saúde e Conab, por exemplo, para pensar estratégias articuladas que nos permitam enfrentar essa situação de forma mais organizada, entre governo federal, estado e municípios”, explicou.

Estiagem severa
As regiões da Amazônia Legal e do Pantanal convivem historicamente com períodos de cheia e estiagem. Ademais, os fenômenos já são conhecidos tanto pela população quanto pelos órgãos de monitoramento.
No entanto, nos últimos anos, as secas têm se intensificado, com temperaturas mais elevadas e menor volume de chuvas, provocando desastres como a escassez de água e o aumento dos incêndios florestais.