Uma mulher indígena da etnia Kokama, denunciou ter sido abusada sexualmente durante nove meses por policiais em uma unidade prisional no município de Santo Antônio do Iça, interior do Amazonas.
O caso, que veio a público após uma ação contra o Estado e por meio da imprensa, está sendo acompanhado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM).
Na terça-feira (22), a vítima, que está em Manaus, foi ouvida e teve o devido acolhimento institucional.
Indígena era abusada na presença do filho recém-nascido no Amazonas
De acordo com os relatos da vítima, que estão judicializados, os abusos teriam ocorrido de forma sistemática, inclusive com episódios de estupros coletivos e na presença de seu filho recém-nascido, que permaneceu com ela durante o período de custódia.

A vítima relata ainda não ter recebido qualquer tipo de assistência médica ou psicológica após o parto.
Procedimentos
O MPAM acompanhará as investigações conduzidas pelas corregedorias das Polícias Civil e Militar e do Sistema de Segurança Pública, e atua para garantir que todas as medidas legais sejam adotadas, tanto na esfera criminal quanto cível.
O caso permanece sob sigilo judicial no que diz respeito à responsabilização criminal dos agentes apontados como autores dos abusos. Já na esfera cível, a vítima pleiteia reparação por danos morais e materiais em razão das violações sofridas.