Grupo é dispersado na Ponta Negra por soltar pipas com cerol e linha chilena em Manaus; entenda o risco

Redação Portal Norte

Na noite de segunda-feira (21), a Guarda Municipal de Manaus precisou intervir para dispersar um grupo que promovia um evento de pipas sem autorização na praia da Ponta Negra, zona Oeste da capital.

A atividade, considerada ilegal, foi interrompida de forma preventiva devido ao uso de materiais cortantes nas linhas, como cerol e linha chilena, substâncias proibidas por lei por representarem risco à integridade física de quem frequenta o local.

De acordo com os agentes, o grupo não possuía nenhum tipo de liberação oficial para realizar o encontro, o que também configura infração.

No momento da ação, havia várias pessoas praticando atividades físicas e crianças brincando na praia, o que agravou ainda mais o risco de acidentes graves com as linhas cortantes.

Lei municipal proíbe uso de cerol e linha chilena

O uso de cerol e linha chilena em espaços públicos é proibido em Manaus desde a Lei Municipal nº 1.968/2015, que também veda a comercialização desses materiais. A legislação determina que a prática só pode ser realizada em locais previamente autorizados pelo poder público.

A linha chilena, em especial, é ainda mais perigosa que o cerol comum por conter pó de quartzo e óxido de alumínio, o que potencializa o poder de corte e aumenta o risco de ferimentos graves, principalmente em motociclistas e pedestres.

Segundo a Guarda Municipal, a dispersão ocorreu de forma pacífica e os responsáveis foram orientados sobre os riscos e as consequências legais da prática irregular.

Risco ambiental e segurança pública

Além do perigo para os frequentadores, a soltura de pipas à noite também poderia causar impactos ambientais. Entre os riscos estão o acúmulo de resíduos na areia da praia e no rio Negro, prejudicando o ecossistema local.

A Guarda Municipal reforçou que ações preventivas continuarão sendo realizadas na área da Ponta Negra, que é um dos principais pontos turísticos da capital, especialmente durante o verão amazônico.

A população pode denunciar práticas ilegais como essa por meio dos canais da Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg).