Em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, após ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele, parlamentares do Partido Liberal (PL) desejavam realizar reuniões das comissões de Relações Exteriores e de Segurança Pública da Câmara dos Deputados nesta terça-feira (22).
As intenções foram, no entanto, barradas pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB). Ele proibiu que os encontros fossem realizados.
O despacho foi assinado e publicado no Diário Oficial da Câmara. O ato determina que as atividades legislativas sejam retomadas apenas em agosto.
Encontro de líderes
Na última segunda-feira (21), os parlamentares realizaram uma reunião “de emergência” para discutir estratégias após a operação da PF.
Bolsonaro esteve na Câmara e mostrou publicamente, pela primeira vez, a tornozeleira eletrônica que passou a usar por ordem do ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro posou com o equipamento de monitoramento visível ao lado dos deputados Maurício do Vôlei (PL-MG) e André Fernandes (PL-CE). Em discurso a apoiadores, classificou a tornozeleira como uma “humilhação” e voltou a se dizer inocente.
“Isso aqui é símbolo da máxima humilhação no nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República”, declarou.

Aeroporto receptivo
O líder do Partido Liberal (PL), Sóstenes Cavalcante (RJ), publicou em suas redes sociais, no último domingo (20), diversos vídeos afirmando que, para os parlamentares da sigla, o recesso parlamentar estava cancelado.
“Recebendo cada deputado que interrompeu o seu recesso parlamentar, com a bandeira do Brasil autografada e datada pelo presidente Bolsonaro, como gesto de gratidão a esses guerreiros, que estão aqui para lutar por Justiça e liberdade”, destacou.
Entre os presentes no Aeroporto de Brasília, na recepção de deputados, estavam:
- Silvia Waiãpi;
- Coronel Chrisóstomo;
- Helio Lopes;
- Roberto Monteiro;
- Eros Biondini.
*Com informações de CNN