A influenciadora Virginia Fonseca e a empresa Savi Cosméticos, responsável pela marca We Pink, entraram na Justiça contra o youtuber Paullo R, criador de conteúdo que denunciou o caso de uma mulher que afirma ter perdido a visão após o uso de um produto da marca.
Com mais de 182 mil inscritos no YouTube, Paullo foi o primeiro a divulgar a história de Lidiane Herculano, de Nova Iguaçu (RJ), que acusa o fortalecedor de cílios “We Drop” de ter causado sérios danos à sua visão.
Entenda caso envolvendo empresa de Virginia
Segundo a denúncia apresentada por Paullo em vídeo publicado no dia 22 de junho, Lidiane teria sofrido queimaduras nas córneas após usar o produto.
Em seu relato, ela descreveu sensação de ardência, visão nublada e dores intensas nos olhos, sintomas que teriam evoluído para um quadro de cegueira.
A mulher alega que recebeu diagnóstico médico apontando que o cosmético havia causado as lesões oculares.
“Quando acordei, eu já estava vendo tudo muito nublado, tudo muito cinza”, disse Lidiane no vídeo. “A médica disse que o produto tinha queimado minha córnea.”
⏯️ Mulher afirma ter ficado cega após usar produto de Virginia Fonseca
— Metrópoles (@Metropoles) July 6, 2025
Uma moradora de Nova Iguaçu, no Rio, diz ter ficado cega após aplicar um fortalecedor de cílios da Wepink, empresa de Virginia Fonseca
Leia na coluna de @OliveiraFabia_: https://t.co/DBMlFlpG64 pic.twitter.com/Pikqln27fI
‘Narrativa descabida’, diz defesa
No processo, Virginia Fonseca nega qualquer responsabilidade sobre o quadro clínico de Lidiane e afirma que a consumidora continua levando uma vida normal, sem apresentar sinais de perda de visão.
A influenciadora diz que nunca recebeu laudos médicos que comprovassem a acusação e destaca que a suposta vítima se recusou a entregar o produto utilizado para perícia.
Virginia alega ainda que o youtuber promoveu um “linchamento antecipado” e sem provas, impulsionado por sensacionalismo e busca por engajamento.
“Os vídeos são sensacionalistas e têm como objetivo unicamente a monetização às custas da marca e da minha imagem”, diz Virginia na ação.
A empresária também afirma que o conteúdo divulgado por Paullo serviu de base para outros vídeos, como o da influenciadora Karen Bachini, que também viralizou ao abordar o caso envolvendo o produto We Drop.
No processo, Virginia e a We Pink pedem uma liminar exigindo que Paullo retire os vídeos do ar e se abstenha de publicar qualquer conteúdo que ofenda a empresa ou sua fundadora.
Além disso, solicitam que o Google Brasil forneça os dados cadastrais do youtuber.
As autoras também pedem o pagamento de R$ 20 mil por danos morais, valor que, segundo elas, será destinado a uma instituição de caridade.