A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação de Jair Bolsonaro (PL), na noite da última segunda-feira (14). As lideranças do Congresso, então, reagiram ao pedido que também inclui outros sete acusados envolvimento em uma suposta tentativa de golpe. Esse pedido marca, aliás, a reta final da fase de instrução do processo.
O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), criticou duramente a ação da PGR. De acordo com ele, o objetivo da investigação é silenciar o principal adversário político do atual governo. “Querem criar, pasmem, o crime de opinião. Isso não existe no Código Penal e não pode existir, já que a Constituição protege a opinião”, declarou.
Por outro lado, o líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), celebrou o avanço da investigação. Em publicação na rede X (antigo Twitter), o parlamentar afirmou que o andamento do processo reforça a força da democracia brasileira. “As investigações e prováveis condenações demonstram que nossa democracia e nossa soberania são sólidas e inegociáveis”, escreveu.
Até então, os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não se manifestaram publicamente sobre o pedido de condenação de Bolsonaro feito pela PGR.
O caso segue agora para julgamento no STF. Com a entrega das alegações finais por parte da PGR e das defesas, a Corte deverá decidir se os réus serão considerados culpados ou inocentes das acusações relacionadas à tentativa de subverter a ordem democrática no país.