Estado brasileiro pode ser prejudicado por tarifas impostas por Trump; saiba qual

Redação Portal Norte

Após os Estados Unidos anunciarem as tarifas de 50% sobre exportações brasileiras, alguns estados começam a avaliar possíveis impactos. Na lista, cinco regiões são responsáveis por 70% das vendas externas, nos primeiros seis meses de 2025, aos EUA.

Atualmente, o país norte-americano é o terceiro maior parceiro comercial do Brasil, “perdendo” apenas para China e União Europeia. Além disso, a medida pode afetar a receita dos portos de três estados, que concentram grande movimentação de navios.

Trump impõe tarifas de 50% ao Brasil

Na última quarta-feira (9), Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os EUA, válida a partir de 1º de agosto de 2025.

A medida foi anunciada por meio de uma carta, onde o presidente dos EUA também criticava o Supremo Tribunal Federal (STF). No documento, ele defendia o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e acusava o Brasil de censurar as redes sociais norte-americanas.

A tarifa atingirá todos os setores e Trump ameaçou ampliar as taxas caso o Brasil responda com novas taxações. Apesar da acusação americana, o Ministério do Desenvolvimento brasileiro aponta que o país registra déficit comercial com os EUA desde 2009.

Especialistas veem a medida como parte da estratégia de Trump para reforçar apoio político na campanha eleitoral e aumentar sua influência internacional.

Qual estado pode ser o mais afetado?

Conforme apuração do g1, cinco estados podem “sofrer” com as taxas impostas por Trump, sendo São Paulo (1º), Rio de Janeiro (2º), Minas Gerais (3º), Espírito Santo (4º) e Rio Grande do Sul (5º).

A lista se baseia nos dados da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), avaliando os índices de exportações para os EUA entre janeiro e junho deste ano. Com isso, avaliaram o valor com as exportações e os principais produtos.

São Paulo, que lidera o ranking, angariou R$ 6,4 bilhões com exportação, abocanhando 31,9% do total brasileiro. Nessas movimentações comerciais, os principais produtos foram suco de frutas, aeronaves e equipamentos florestais.

Além disso, avaliam impactos com receita de portos, possivelmente afetando São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, que concentram os quatro maiores portos.

O Amazonas será afetado?

O anúncio da tarifa de 50% dos EUA sobre produtos brasileiros gerou preocupações nos amazonenses, especialmente por conta da Zona Franca de Manaus.

No entanto, o analista Davidson Cavalcante acredita que os impactos diretos no Polo Industrial de Manaus serão limitados, já que suas relações comerciais são mais fortes com países como China, Coreia do Sul e Índia, não dependendo prioritariamente dos EUA.

O maior risco, segundo Cavalcante, é político, com a possibilidade de travar investimentos de empresas ligadas aos EUA e intensificar a polarização política no Brasil, influenciando o debate eleitoral de 2026.