Fernanda Keulla revela diagnóstico de doença autoimune rara

Redação Portal Norte

A ex-BBB e apresentadora Fernanda Keulla anunciou, na terça-feira (8), que recebeu o diagnóstico de uma condição autoimune crônica chamada doença de Sjögren. Ainda pouco conhecida, a enfermidade exige atenção médica constante e afeta principalmente mulheres a partir dos 40 anos.

“Levei muito tempo para perceber que estar doente todos os dias não era algo normal”, compartilhou Fernanda Keulla em um desabafo nas redes sociais. No relato, ela contou que enfrentava cansaço intenso, dores constantes no corpo, principalmente nas articulações, além de infecções virais e bacterianas recorrentes.

Que doença Fernanda Keulla tem?

A doença de Sjögren é uma desordem autoimune que pode comprometer diversos sistemas do corpo. Isso porque o sistema imunológico, em vez de proteger, passa a atacar células saudáveis, com preferência pelas glândulas salivares e lacrimais.

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Os sintomas começaram a afetar diretamente a rotina de Fernanda Keulla. Com isso, surgiram críticas externas e uma autocobrança intensa. “Minha família dizia que eu não concluía nada, que faltava foco. E eu mesma me julgava o tempo todo, exigindo que estivesse bem”, contou.

“É uma condição crônica, sem cura, mas que pode ser tratada. Os principais sintomas são secura nos olhos e nas glândulas salivares sinais que, no meu caso, apareceram de forma secundária. Por isso, o diagnóstico demorou tanto a acontecer”, relatou.

Fernanda Keulla buscava por respostas

Durante o processo de busca por respostas, ela passou por diferentes médicos e tentou diversas abordagens terapêuticas. Somente após consultar um reumatologista e receber alterações expressivas nos exames de sangue é que conseguiu, enfim, entender o que enfrentava. “Receber o diagnóstico foi libertador. Pela primeira vez, percebi que havia uma razão real para o que eu sentia e que eu não era fraca ou desmotivada diante da vida”, desabafou.

A partir do diagnóstico, Fernanda pôde iniciar o tratamento correto e adaptar seus cuidados de saúde. O resultado foi uma melhora significativa em sua qualidade de vida. Ao final de seu relato, ela deixou um recado para os seguidores: “Se você sente algo semelhante, preste atenção nos sinais do seu corpo. A nossa saúde é o bem mais precioso que Deus nos deu. Vamos cuidar dela, né?”, escreveu na legenda do vídeo.

A doença de Sjögren afeta mais do que glândulas

Embora o ressecamento seja o sintoma mais característico, a doença de Sjögren vai além. Pode atingir órgãos como pulmões, rins, pele, coração e sistema nervoso. Alguns pacientes relatam fadiga intensa, prisão de ventre, infecções urinárias de repetição em mulheres e até arritmias cardíacas.

Em casos avançados e sem tratamento, a condição pode evoluir para linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático. Em alguns pacientes, o linfoma pode ser o primeiro sinal da presença do Sjögren.

Não tem cura, mas pode ser controlada

O tratamento é individualizado. É possível controlar casos mais leves com lágrimas e salivas artificiais. Já nos quadros sistêmicos, há indicação do uso de imunossupressores para conter a resposta exagerada do sistema imunológico.

No entanto, é necessário equilíbrio. A redução da imunidade pode aumentar o risco de infecções, exigindo acompanhamento contínuo e atuação de uma equipe multidisciplinar. Além disso, recomenda-se fazer exercícios físicos regulares, especialmente para ajudar no combate à fadiga crônica.