Pelo terceiro mês seguido, o custo da cesta básica na capital tocantinense registrou queda, fechando o mês de junho em R$ 703,09. Essa redução representa uma deflação de 2,83% apenas em junho, acumulando uma retração de quase 6% no último trimestre.
A maioria dos itens que compõem a cesta básica apresentou diminuição nos preços. O tomate se destacou com uma queda de 9,4%, seguido por:
- Pão francês: -4,7%
- Arroz: -4,1%
- Feijão: -3,1%
- Carne: -2,5%
Entretanto, alguns produtos registraram aumento, como:
- Banana: +4%
- Café: +4,3%
- Margarina: +5,1%
- Óleo de soja: +1,1%
Estabilidade na cadeia de suprimentos e impacto no salário mínimo
De acordo com Autenir Carvalho, economista e diretor-geral do Núcleo Aplicado de Estudos e Pesquisas Econômico-Sociais (NAEPE), essa tendência de queda indica uma maior estabilidade na cadeia de suprimentos e uma menor pressão inflacionária.
“Esse recuo consecutivo nos preços demonstra uma retomada do equilíbrio entre oferta e demanda, especialmente nos itens mais sensíveis da cesta alimentar”, explica Carvalho.
Ele ressalta que o comportamento do tomate, por exemplo, foi crucial para puxar o índice para baixo, mas pontua que ainda existem pressões em produtos como café e margarina, que sofrem com oscilações sazonais e mercadológicas.
Menos horas de trabalho para comprar a cesta básica
Como reflexo dessa deflação, o valor do salário mínimo necessário para suprir as necessidades básicas também teve uma leve retração, passando de R$ 6.078,80 para R$ 5.966,66.
Além disso, o tempo médio de trabalho para adquirir uma cesta básica em junho foi estimado em 110 horas e 48 minutos para um trabalhador que recebe um salário mínimo mensal.