Na rua Salvador, no bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul da capital amazonense, as obras que eram para ser do Hotel Ouro Verde seguem abandonadas e tomadas pelo tempo.
A estrutura esquecida chama a atenção de quem passa. Além disso, o prédio guarda uma história de um sonho luxuoso interrompido e um destino trágico que o deixou congelado no tempo.

Formato do hotel
Construído para ser um dos hotéis mais luxuosos de Manaus, o Hotel Ouro Verde começou a tomar forma no início dos anos 70, em um terreno adquirido ainda na década de 60.
Seu design curioso, em forma de “H”, seria o símbolo do estabelecimento, mas o destino tinha outros planos.
Construção do “Hotel Ouro Verde”
Em 1974, as obras foram abruptamente paralisadas quando o proprietário foi diagnosticado com câncer. Ele faleceu um ano depois, em 1975, deixando quatro herdeiros que, sem saber como lidar com o empreendimento, abandonaram o projeto.

Desde então, o prédio de três andares resiste, quase como um fantasma da arquitetura moderna, escondido entre as árvores e o avanço da cidade.
Quem passa por ali hoje pode nem imaginar que, por trás daquela estrutura, há décadas se esconde o sonho de um hotel que nunca abriu suas portas.
Como está atualmente
Atualmente, o local onde o prédio está erguido virou um depósito improvisado: carcaças de carros e lanchas enferrujadas ocupam o espaço, marcando ainda mais o abandono do lugar. Ademais, estabelecimentos próximos utilizam o espaço como estacionamento.
Apesar do estado atual, há esperanças de uma nova vida para o imóvel.
Há alguns anos, um herdeiro da família do antigo proprietário revelou que existe a intenção de transformar o espaço em salas comerciais, dando um novo propósito a essa construção que há décadas aguarda por um destino.
Enquanto isso, o terreno segue como um mistério à espera de quem ouse reescrever sua história.