O principal suspeito de liderar um esquema criminoso que desviou salários de jogadores da Série A do Brasileirão, se entregou à polícia nesta quarta-feira (2), em Porto Velho. Ele estava acompanhado de um advogado no momento da apresentação.
A ação ocorreu poucos dias após o início da operação “Falso 9”, deflagrada pela Polícia Civil, que cumpriu mandados de prisão e busca em cinco estados brasileiros.
Entre os nomes das vítimas estão o atacante Gabigol, atualmente no Cruzeiro, e o zagueiro argentino Walter Kannemann, que joga pelo Grêmio.
As autoridades suspeitam que o grupo criminoso utilizou dados bancários dos atletas para desviar altos valores diretamente das contas-salário.
Esquema movimentou mais de R$ 1 milhão; relembre caso
A operação “Falso 9” aconteceu no dia 24 de junho e cumpriu 33 mandados judiciais em cinco estados: 22 de busca e apreensão, nove de prisão preventiva e dois de prisão temporária.
As ações ocorreram nas cidades de Almirante Tamandaré (PR), Curitiba (PR), Cuiabá (MT), Lábrea (AM) e Porto Velho (RO).
Estima-se que o grupo tenha movimentado mais de R$ 1 milhão com as ações ilegais. A investigação apura se há outros atletas entre os prejudicados.
As autoridades seguem em busca de outros envolvidos no esquema, que podem ter atuado em diferentes estados para viabilizar o golpe.