O estudante de medicina Jamil Calderaro Casseb, de 26 anos, foi preso na última terça-feira (1º) após a polícia encontrar vídeos de pornografia infantil no celular e no notebook dele.
Esta já é a segunda vez que ele é detido pelo mesmo crime. A primeira ocorreu no dia 23 de maio, durante uma operação da Polícia Civil contra um esquema de abuso sexual de crianças e adolescentes.
Estudante de medicina é preso por posse de pornografia infantil
Na época, Jamil foi solto após uma audiência, mas, após análise dos aparelhos, os investigadores encontraram uma grande quantidade de arquivos criminosos, o que levou à nova prisão.
Conforme o delegado Matheus Rezende, responsável pelo caso, o estudante não parou com o crime mesmo mesmo depois da primeira prisão.
Por isso, a Justiça decidiu pela prisão preventiva para evitar novos abusos. O advogado de Jamil, Rhyká de Souza, afirmou que ainda não teve acesso aos detalhes da investigação.

A operação também procura Djavan Vitor Barbosa da Silva, considerado um dos líderes do esquema. Ele usava redes sociais e aplicativos de relacionamento para enganar adolescentes.
“Ele iniciava conversas com os adolescentes, criava um vínculo de confiança e, posteriormente, solicitava o envio de imagens íntimas. Após receber o conteúdo, passava a ameaçar as vítimas, exigindo dinheiro para não divulgar as fotos. Em alguns casos, invadia os dispositivos das vítimas e se passava por elas para enganar familiares e amigos, chegando a pedir dinheiro em nome das vítimas”, explicou o delegado.
Depois de conseguir fotos íntimas, ele ameaçava as vítimas, exigindo dinheiro para não divulgar as imagens.
Ademais, Djavan é procurado por crimes como estupro, pornografia infantil, extorsão, falsa identidade e invasão de dispositivos. Por outro lado, Jamil responde por armazenamento de material criminoso.
Como a polícia descobriu o esquema?
A investigação durou cinco meses e começou quando os pais de uma adolescente de 14 anos desconfiaram do comportamento dela.
A vítima confessou que estava sendo chantageada por um homem que a obrigava a mentir para a família, dizendo que precisava de dinheiro para comprar livros.

Além disso, a polícia apreendeu celulares, computadores e documentos durante buscas em Roraima, Amazonas e Minas Gerais. As investigações continuam em sigilo para fortalecer as provas.
Por fim, Jamil estuda medicina na Universidade Federal de Roraima (UFRR). A polícia alerta que outros suspeitos ainda estão sendo investigados.
*Com informações do g1 Roraima