Diante da confusão causada pela família de um idosa que morreu em uma unidade de saúde no município de Manicoré, no interior do Amazonas, o hospital se pronunciou sobre as alegações e estado de saúde da paciente.
A família da paciente alegou negligência médica e que isso seria um dos motivos que levou ao óbito e ao início da confusão no hospital de Manicoré.
Contudo, a diretora do hospital, Liliane Soares, descreveu o ato como “vandalismo” e ressaltou que a paciente foi bem recebida na unidade.
“Foi vandalismo mesmo. O tempo todo a paciente foi acolhida, mas ela já chegou em estado do grave no hospital”, informou a diretora.
Morte de idosa em hospital do Amazonas
O gerente administrativo do hospital e enfermeiro Jônatas Alves informou ao Portal Norte que a paciente estava em estado grave, apresentando insuficiência respiratória, glicemia alta e fortes dores.

“Ela chegou com a glicemia muito alta, dor abdominal, vomitando muito. A família chegou a relatar que ela tinha tomado refrigerante, tinha comido muito. Enfim, a gente lamenta pela perda da senhora, mas o objetivo da gente nunca é desfazer da vida dos outros, pois fazemos de tudo mesmo com as limitações”, disse.
Em relação à acusação da família sobre uma possível negligência médica, Alves informou que a paciente foi assistida desde sua entrada na unidade de saúde.
“Quando eles falam negligência, é como se ninguém tivesse ligado a paciente, mas não foi assim. Ela recebeu o atendimento pelo médico, e estava sendo acompanhada por dois enfermeiros, mas infelizmente não resistiu”, ressaltou.
Direção do hospital
Os representantes e a direção-geral do hospital lamentaram o ocorrido na ocasião e repudiou a ação dos familiares.
“Lamentamos profundamente que a dor pela perda de um ente querido tenha se transformado em atos de vandalismo que resultaram na destruição de equipamentos essenciais para o funcionamento da unidade. Esses atos não apenas afetam a infraestrutura hospitalar, mas também comprometem a capacidade de atendimento a outros pacientes que necessitam de cuidados médicos”, disse a direção por meio de nota.
Além disso, a unidade ressaltou que os eventos de vandalismo geraram um clima de insegurança entre os profissionais de saúde, levando medo e pedidos de demissão de médicos e à desistência de outros profissionais em aceitar convites para trabalhar na unidade.
Veja o vídeo: