Após o bombardeio ordenado por Donald Trump contra três instalações nucleares no Irã, o Parlamento iraniano aprovou o fechamento do Estreito de Ormuz.
A medida ainda depende da aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional e do aiatolá Ali Khamenei para entrar em vigor. Considera-se o bloqueio uma resposta direta do Irã às ações militares dos Estados Unidos.
O que é o Estreito de Ormuz?
O Estreito de Ormuz é uma via marítima estratégica entre Omã e o Irã. Por ali passa cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo. Por isso, o fechamento pode impactar fortemente o mercado global de energia.
Os EUA são responsáveis pela proteção da navegação na região. A área é patrulhada pela 5ª Frota da Marinha americana, sediada no Bahrein. Diante do aumento da tensão, navios petroleiros receberam alerta para reforçar a segurança.
Desde o início dos ataques, na sexta-feira (13), os preços do petróleo vêm registrando forte alta. No primeiro dia de conflito, a valorização chegou a 8%, uma das maiores variações intradiárias desde 2022.
O barril do tipo Brent, referência global, saltou de US$ 69,36 (em 12/06) para US$ 78,74 (em 19/06), uma alta de 13,5%. Já o WTI, usado como referência nos EUA, passou de US$ 66,64 para US$ 73,88 no mesmo período, avanço de 10,9%.
Analistas do banco JPMorgan alertaram que, em um cenário mais extremo, o bloqueio total ou uma reação de outros grandes produtores da região pode levar o petróleo a custar entre US$ 120 e US$ 130 por barril.
Nos últimos anos, o Irã já havia ameaçado bloquear o estreito outras vezes. Em 2019, por exemplo, o país reagiu à decisão de Trump de abandonar o acordo nuclear firmado com Teerã. As ameaças, contudo, não se concretizaram até então.
Atualmente, Trump busca um novo acordo com os iranianos, enquanto o conflito na região segue elevando a tensão internacional e pressionando os mercados.