A brasileira Juliana Marins, de 26 anos, caiu durante uma trilha ao vulcão Rinjani, em Lombok, na Indonésia, e está há mais de 14 horas aguardando por resgate em uma área de difícil acesso.
O acidente aconteceu na madrugada deste sábado (21), pelo horário local, ainda sexta-feira (20) no horário de Brasília.
Juliana é de Niterói (RJ) e está em um mochilão pela Ásia. No momento da queda, fazia o passeio acompanhada por uma empresa de viagens local.
Após escorregar, a brasileira rolou montanha abaixo e ficou a cerca de 300 metros da trilha principal, sem conseguir se mover.
Resgate a pé é a única alternativa até o momento

De acordo com a irmã da jovem, Mariana Marins, apenas uma equipe de resgate a pé foi mobilizada, já que não há viabilidade de helicóptero na região.
No entanto, o percurso até o ponto onde Juliana está é longo e demorado. Inicialmente, a previsão era de chegada entre 5 e 7 horas após o acionamento, mas os atrasos se acumularam.
“Mais de 14 horas para um resgate não é normal. E se ela morrer por falta de resgate? Minha irmã está cada vez mais fraca, eu preciso muito de uma ajuda urgente”, desabafa.
Drone flagra situação da brasileira
A família só soube do acidente por meio das redes sociais. Segundo Mariana, um grupo de turistas que passou pelo local três horas após a queda avistou os colegas de trilha de Juliana pedindo socorro e usou um drone para filmar a jovem caída.
Em vídeos enviados à família, é possível ouvir os relatos do grupo estrangeiro: “Ela parece muito assustada”, diz uma das vozes, em inglês.
Ela ainda pediu que o grupo seguisse tentando contato com Juliana, mesmo que a distância, para mantê-la consciente e acordada.
Assista:
🚨VEJA: Brasileira sofre queda em vulcão na Indonésia e resgate durou mais de 13 horas.
— CHOQUEI (@choquei) June 21, 2025
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Outro fator que complica o resgate é a forte neblina que encobriu a montanha a partir das 2h (horário de Brasília).
Segundo relatos recebidos pela família, a brasileira pode ter escorregado ainda mais na direção do precipício na Indonésia, já que por volta das 5h a visibilidade foi completamente comprometida.
A equipe de montanhistas que foi acionada ainda não conseguiu chegar até a vítima, e há relatos de que ninguém a avistou nas últimas quatro horas.
Embaixada acompanha o caso
A Embaixada do Brasil em Jacarta, capital da Indonésia, informou que está intermediando o contato com a agência de turismo responsável pelo passeio, mas que não tem autonomia para enviar equipes de resgate.
“A gente tentou contato com eles, mas o inglês era muito ruim”, relatou Mariana. “A embaixada disse que não consegue mandar o resgate, mas que está tentando contato com a agência”.
O representante da Embaixada afirmou ao g1 que a expectativa é de que o resgate seja iniciado nas próximas horas, mas confirmou que a área é extremamente remota e de difícil acesso.
Com informações do G1