Uma operação das Forças Armadas destruiu, na última quarta-feira (18), um avião que estava escondido ao lado de uma pista clandestina no garimpo conhecido como Noronha, na Terra Indígena Yanomami, região do Alto Uraricoera.
A ação faz parte da Operação Catrimani II, que reúne militares e órgãos de segurança.
Aeronave é destruída em operação na Terra Yanomami
Durante a operação, os militares encontraram garimpeiros, trilhas recentes, sinais de fuga pelos rios e trabalhos de manutenção na pista.
Esses elementos confirmaram que o avião vinha sendo usado para apoiar o garimpo ilegal. Além disso, também foram apreendidos no local ferramentas, botijões de gás, galões de combustível e celulares.
A ação contou com a participação de soldados e engenheiros do Exército, levados até lá por um helicóptero Black Hawk da Força Aérea Brasileira (FAB).

Conforme as Forças Armadas, o sucesso da missão foi resultado de um trabalho de inteligência, com uso de imagens de satélite e de um avião não tripulado da FAB, que identificaram o avião escondido.
“O sucesso na ação foi alcançado após intenso trabalho de Inteligência, de sensoriamento de área e levantamento de informações. Com emprego de recursos tecnológicos de imagens satelitais e da aeronave remotamente pilotada RQ 900, da FAB, foi verificada a existência do avião monomotor usado pela estrutura do garimpo ilegal naquela região”, afirmaram.
Ademais, a Operação Catrimani II é feita em conjunto por órgãos de segurança, agências do governo e as Forças Armadas, com coordenação da Casa de Governo em Roraima.
Terra Yanomami
A Terra Yanomami é o maior território indígena do Brasil, com 9,6 milhões de hectares. Fica nos estados do Amazonas e de Roraima e abriga cerca de 31 mil indígenas em 370 comunidades.
No entanto, o povo Yanomami tem pouco contato com a sociedade não indígena e é dividido em seis grupos que falam línguas da mesma família.
Por fim, desde janeiro de 2023, a região está em situação de emergência na saúde. O governo federal, após a posse do presidente Lula (PT), passou a enviar profissionais de saúde, cestas básicas e forças de segurança para combater o garimpo ilegal e ajudar a população indígena.